“Get ready for your future”

Numa era de acelerada transformação, é essencial debatermos a questão “Are we going together?“. Estaremos a fazer esta transição juntos e a desenvolvê-la da forma correta? Não existe uma resposta inequívoca para esta questão, mas na minha ótica há três drivers fundamentais a ter em conta para a podermos aprofundar – o planeta, a tecnologia e as pessoas.

Por um lado, temos desafios globais críticos de serem enfrentados, desde a proteção de ecossistemas terrestres e marinhos, até à promoção de uma agricultura e alimentação mais saudável, ou de uma indústria menos poluente e mais sustentável. Por outro lado, temos uma sociedade de informação, na qual os seus principais stakeholders estão a investir em tecnologias emergentes, da robótica à inteligência artificial, da Internet das Coisas à Blockchain.

A verdade é que deste binómio entre a tecnologia e a sustentabilidade, algo é evidente. O foco tem de voltar às pessoas, porque o futuro do planeta disso depende, e a evolução e adaptação tecnológica o requere.

Se analisarmos a lista das dez competências do futuro definidas pelo Fórum Económico Mundial (ao qual pertence a comunidade dos Global Shapers), vemos que em 2015 tínhamos como competências relevantes a orientação para o serviço ou o controlo de qualidade, enquanto que em 2020 o destaque é dado a temas como o pensamento crítico ou a inteligência emocional.

Para lidarmos com um mundo complexo, mantermo-nos relevantes, e sermos capazes de nos reciclar e adaptar rapidamente, teremos de desenvolver um conjunto de competências fundamentais.

É essencial termos Consciência dos nossos pontos fortes e limitações, trabalharmos o foco, a concentração, a gestão do tempo e das prioridades, em virtude de podermos melhorar a nossa Comunicação e Colaboração, potenciando a inclusão e a diversidade.

Devemos ainda trabalhar aquilo que nos distingue das máquinas, e dar espaço à nossa capacidade inventiva e de Criatividade, aplicando a nossa inovação e imaginação na prática.

Por fim, é preciso reconhecer que a história humana foi sendo feita de vários sucessos e fracassos ao longo de séculos, e que a Confiança tem de ser trabalhada numa base regular enfatizando uma aprendizagem contínua e constante.

Temos, portanto, a urgência de ser cada vez mais humanos, e cidadãos mais aptos e capazes, do ponto de vista individual e coletivo. Só assim poderemos preparar-nos para o futuro e, efetivamente, juntos, construirmos um futuro melhor.

Por: Diogo Almeida Alves, partner na The Human Story e curador dos Global Shapers do Fórum Económico Mundial em Lisboa